Por Professor Dr. Eduardo Baptistella – Otorrinolaringologista/Rinite Alérgica CRM 20011 – RQE 087490

As alergias representam a causa mais comum de congestão nasal e outros sintomas respiratórios. De fato, muitas pessoas apresentam Rinite alérgica, com sintomas tipo coriza, espirros, tosse, coceira no nariz, obstrução nasal e outros.

No tratamento da rinite alérgica, uma das medidas principais consiste em evitar o contato com os agentes desencadeadores das reações alérgicas. No entanto, alguns alérgenos não podem ser evitados de forma alguma, tais como: pólen, ácaros da poeira doméstica, mofo, etc., pois fazem parte da nossa vida.

As oscilações da umidade de ar também representam um problema. No tempo seco, as defesas naturais das vias aéreas ficam prejudicadas. Daí a importância de mantê-las umidificadas e desobstruídas. Para tanto, devemos beber bastante líquido e usar o soro fisiológico nasal.

A melhor forma de prevenir as crises é evitar o contato com a causa do problema. Se a alergia envolve ácaros, deve-se ter um controle mais rigoroso do ambiente do alérgico. Medidas simples, como manter sempre o ambiente limpo, evitar acúmulo de poeira, não fumar, beber bastante água e se alimentar de forma saudável são fundamentais para viver bem.

Outras dicas importantes são tomar sol, pois a vitamina D está relacionada ao cuidado de uma série de doenças do aparelho imunológico. Estar sempre bem agasalhado durante o frio e evitar cheiros fortes também ajudam a prevenir crises alérgicas.

Os casos em que os cuidados básicos não são eficientes para a melhora da alergia, recomenda-se atendimento médico especializado.

O diagnóstico é feito pelo histórico de exposição, exames e, às vezes, testes cutâneos. O tratamento de primeira linha é com um corticosteroide nasal (com ou sem um anti-histamínico oral ou nasal) ou com um anti-histamínico oral mais um descongestionante oral.

Alguns pacientes, entretanto, não têm boa resposta ao tratamento convencional, acarretando na volta dos sintomas ao término do tratamento. Nestes casos, a indicação de tratamento seria a cirurgia de cornetos nasais e/ou a imunoterapia. O primeiro passo para a imunoterapia é a realização do teste de alergia, que será a base para a preparação de extratos específicos para cada paciente. O objetivo da imunoterapia é reduzir a sensibilidade da pessoa ao alérgeno. O procedimento consiste na realização de várias injeções ou gotas sublinguais, em intervalos regulares de tempo, durante um período prolongado (até alguns anos). A imunoterapia não trata os sintomas, mas sim o sistema imune, ou seja, a fonte de todas as reações alérgicas. Vale ressaltar que a imunoterapia é o único tratamento disponível, capaz de modificar a história natural da doença alérgica. Isso significa que um esquema de imunoterapia pode resultar em benefícios a longo prazo e oferecer qualidade de vida para o paciente. Em alguns casos, a imunoterapia é parcialmente eficaz, no entanto, ela oferece aos pacientes alérgicos a oportunidade de reduzir ou interromper o uso das medicações.

No responses yet

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

https://www.linkedin.com/company/55058278
https://www.instagram.com/revistavivacuritiba/