Por Celso Martins – Psicólogo clinico

A opressão, a que estamos sujeitos na vida urbana está nos tornando superficiais e agressivos, quase enlouquecidos com tanto a fazer e sem tempo para prestar atenção em algo ou alguém que tenta nos tirar desse frenesi.

Enquanto nos sentirmos saudáveis e cheios de vida, prosperando em nossas profissões, mesmo que percebamos problemas ocorrendo com os outros, cremos que nada nos atingirá.

E assim passamos pela existência, consumindo novidades de que não precisamos e propagando nosso melhor lado nas redes sociais, buscando sobressair na multidão. Enquanto isso nosso lado sombrio fica oculto, porque são poucas as pessoas confiáveis. Temos centenas de amigos virtuais que interagem com likes e comentários, e quase ninguém que nos olhe e com quem possamos abrir nossos corações.

Como chegamos a esse ponto? Talvez nos movendo como manada, atentos apenas aos estímulos externos que nos fascinam e consomem, que nos fecham para o real, ao ponto de nos distanciarmos de nossa verdadeira natureza humana.

Adoecemos emocionalmente afirmando estar “tudo bem”. Não está. Buscamos alívio imediato para as dores da alma, cada vez mais crônicas e que criam ansiedade e depressão absurdas, até que sejamos parados pela vida, desperdiçada tentando ser o que não somos. Comportamentos esses que geram grande desregulação emocional.

Nos perdemos de nossos sonhos e aspirações. Estamos cheios de frustrações que não toleramos facilmente, sintomas que mostram no adulto disfuncional as questões mal resolvidas da infância, quando aprendemos a nos defender da desatenção e da falta de apego seguro por parte de nossos cuidadores. Podem ter abusado de nossa confiança e assim generalizamos nossa desconfiança.

Isso pode ser revertido? A resposta é sim, e quanto mais cedo melhor.

Celso Martins é psicólogo clínico, neuroterapeuta, especializado em Autorregulação Emocional e Incremento da Performance através de abordagens somáticas relacionais baseadas no cérebro, e escritor. Acaba de lançar o livro “Estratégias Terapêuticas na Clínica Infantojuvenil”. Atende em Curitiba próximo ao Batel e Bigorrilho. Informações: Voz e WhatsApp (41) 3121-5307 ou pelo e-mail: contato@psicologocmartins.com.br