Por Felipe Alcure – Professor e Advogado

Você sabe se comunicar?

Em sua relações, o conteúdo transmitido é sempre recebido e bem entendido? Você tem conseguido lidar com suas emoções de forma equilibrada? Qual a atenção que você tem dado às situações de conflito que surgem no dia a dia?

Vivemos hoje um cenário muito controverso. A velocidade em que se usa a comunicação e a ampliação da rede de contatos, frutos do crescimento das redes sociais, nos colocam em contato com grupos bastante diversificados. Apesar da facilidade de estarmos mais conectados e envolvidos mais do que nunca com tantas pessoas, é muito comum observarmos que muitas dessas relações não atendem nossas mais profundas necessidades e valores. Apesar do número sem fim de relações desenvolvidas ao longo dos dias, essas relações não nos satisfazem em conexão e verdade mais profunda. Mais de 1000 amigos em uma rede social; 1000 seguidores em outra. Frases e fotos curtidas por diversos amigos ao redor do mundo. Esse perfil é bastante comum e uma realidade que parece não combinar com o fato repertório emocional e a insuficiente habilidade para lidar com tantas diferenças – sociais, literalmente. Nesse contexto, naturais diferenças surgidas nos processos comunicacionais assumem proporções gigantescas e por vezes transmitem a impressão de que é impossível conviver com tamanha distância na visões de mundo que cada humano possui dentro de si.

Dentre as inúmeras formas de se lidar com essas diferenças, apresento o “estudo e a prática” da Comunicação não violenta (CNV), que tem conquistado adeptos e entusiastas ao redor do mundo. A adoção do princípio da “não violência” representado pela junção da “interação de não ferir” (ahimsa) e do “poder da verdade” (satyagraha) no desenvolvimento da comunicação e no trato das relações sociais, foi uma teoria/prática/filosofia desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg e promove de forma consciente a construção de relações com base nas necessidades e valores das pessoas, não em noções de certo e errado e/ou julgamentos moralizantes.

Em Curitiba diversos grupos tê se reunido para o estudo sistemático da literatura existente, bem como a realização de “práticas de CNV”. Não são exigidos requisitos, apenas o interesse em se conhecer melhor e se comunicar de maneira mais autêntica e compassiva.

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