Por Josana C. Gonçalves – Design de moda

O Brasil é um país de clima tropical em sua grande parte territorial e, embora algumas regiões, como aqui no Sul, com clima ameno, típico de cidades europeias, a nossa cultura não nos deixa esquecer quem somos: brasileiros, frutos de uma grande miscigenação de raças, costumes, gostos e paisagens paradisíacas.

Nosso sol brilha (quase) o ano inteiro na maior parte do país (em Curitiba nem tanto!), e de uns tempos para cá o calor só tem aumentado e mudado a forma de vestir de muitas pessoas que estavam habituadas a usar roupas mais fechadas.

Na moda, existe um item que, não só permite que as mulheres andem mais confortáveis e femininas, mas que no verão torna-se uma ótima opção por sua versatilidade e frescor.

Estamos falando da saia! Peça que agrada a maioria mulheres, dadas algumas exceções. Certas moças podem se queixar desta peça e explicar o porquê não gostam dela ou por quais razões não a usam. Mas acho difícil olhá-las (principalmente sob o olhar masculino) e achar que estejam inapropriadas ou sem graça.

Quando usada respeitando o bom senso e o tipo de corpo de cada mulher, além do estilo pessoal, esta peça pode trazer charme e elegância ao dia-a-dia. Cada um tem seu ponto de vista, sua liberdade, personalidade e identidade, e nem sempre a saia será um item priorizado por muitas de nós que não simpatizam com ela.

Falar de saias é contar história e observar como o comportamento da mulher, na conquista por sua independência, econômica, cultural e social, mexeram nos volumes, proporções e, principalmente no seu comprimento.

Mas, fazer essa abordagem daria muito ‘pano pra manga’, ou melhor, pra saia! Então, seremos mais objetivos para falar dela.

Separamos quatro tipos de saias que englobam todas as outras que são desenvolvidas através de suas modelagens.

Saia Reta

Saia reta: é a básica e sua modelagem tem um desenho próximo ao corpo, sendo também conhecida como “lápis”. Este tipo é muito elegante e sofisticado quando seu comprimento está na altura dos joelhos.

Saia Evasê

Saia evasê: esta parte de um início mais ajustado na cintura para ir se soltando até a barra, como um “A”. Dependendo do comprimento, ela pode ficar mais séria ou mais jovial, mas é sempre muito versátil. É como se a saia reta ganhasse uma angulação para fora.

Saia Godê

Saia godê: essa saia é aquela mais rodada, sendo dividida em godê simples, onde tem menos volume, e a godê guarda-chuva, que é bem rodada.

Saia Franzida

Saia franzida: esse tipo, na verdade, tem uma modelagem reta bem larga, mas é toda franzida junto ao cós, tornando-a bem rodadinha. Quanto mais franzida, mais volumosa e rodada. O corte da saia godê também pode ganhar o efeito franzido na cintura!

Estes modelos de saia servem de base para várias outras, inclusive as que nascem das misturas entre elas, alterando volumes, pregas, franzidos, barras e comprimentos. Para mim, a saia é um símbolo da feminilidade, sem querer dar conotação machista. Ela sempre fez parte da indumentária feminina e é uma peça linda, atual e que nunca sai de moda.