Descobrindo a Índia

Religião


A religião está em todos os aspectos da vida dos indianos. Segundo o indiano Munish Sood, empresário que mora em Curitiba, 82% dos seus patrícios são seguidores do hinduísmo, porém ele tem outros conhecidos praticantes do islamismo, budismo, jainismo, siquismo e cristianismo.


Munish Sood, conhecido no Brasil como Nirav (nome espiritual), diz que “a Índia moderna mudou bastante, porém ainda preserva valores antigos”. Muitos dos casamentos hindus são arranjados pelas famílias dos noivos para proteger os laços familiares. Os pais procuram parceiros para seus filhos da mesma religião ou casta.


A tradição oral da Índia tem muitos gestos, expressões e provérbios. Saudações entre amigos invariavelmente invocam o nome de deuses. Jaí Ramji Ki, significa “Possa Lord Rama ser vitorioso e proteger-nos” e é comum no norte da Índia. Vanakkam Swami, significa “Eu me curvo diante de você, divino” e é comum no sul.


É considerado sinal de respeito tocar os pés de pessoas mais idosas ou prostrar-se diante delas. A expressão quando se está saindo deve ser “irei e voltarei” ou “voltarei” nunca simplesmente “vou”. Em qualquer dialeto a última sugestão significa partir desta vida. Existe uma uniformidade na tradição oral. Alguns provérbios indianos são usados em todos os dialetos.



Cultura


O inglês tem tido uma grande influência na linguagem e literatura nos últimos 200 anos. É comum na Índia pensar em inglês e falar na sua língua mãe ou vice-versa.


Entre os destaques de arte Hindu estão a dança clássica indiana, a arquitetura de templos e a escultura, a pintura de miniaturas e a música mesmérica.


Para quem deseja conhecer a Índia alguns pontos turísticos são indispensáveis no roteiro da viagem: Delhi, a capital; Jaipur, a cidade cor de rosa; Agra, onde está o palácio Taj Mahal e Varanasi, cidade localizada às margens do rio Ganges.


Os indianos adoram cinema. A indústria cinematográfica, que fica em Bombaim, é uma das maiores e mais glamorosas do mundo.



Gastronomia


De acordo com Nirav a comida indiana é temperada e bem variável, dependendo de cada Estado e Região. Ao contrário do que se acredita nem todos os indianos são oficialmente vegetarianos. O vegetarianismo radical acontece no Sul e na comunidade gujarati. No Norte há muito mais carne e a cozinha é quase sempre do estilo mughal, que tem uma relação próxima com a comida do Oriente Médio e Ásia Central.


Cereais e pães são muito mais populares que a comida vegetariana e os curries tendem a ser mais quentes. Outra característica da comida do Sul é que não se usam talheres, somente as mãos. Os indianos lavam suas mãos, pernas e rostos antes de uma refeição, se assentam no chão e comem com os dedos da mão direita, jamais com a esquerda.


Em centros urbanos geralmente sentam-se à mesa e usam talheres do estilo ocidental. Desperdiçar comida é considerado pecado entre os indianos. Nas vilas, as sobras são dadas para animais e nas cidades, para serviçais e mendigos.



Características


As principais características do trânsito são: a permanente utilização de buzinas, com os mais variados sons; a existência de pessoas e animais (principalmente vacas, mas também camelos, cachorros, cabras, ovelhas, pavões, macacos e porcos), dividindo as ruas com os veículos; a não delimitação de espaços por onde cada um deva andar entre outras.


A primeira coisa que percebemos é que a direção é, em boa parte, defensiva, ou seja, o motorista está sempre atento ao que está ocorrendo ao seu redor, antecipando o movimento de todos os demais veículos, pessoas e animais. Por essa razão, mesmo nas estradas, não é comum atingir velocidades acima de 80 km/h. “O transito indiano é caótico, porém tudo funciona bem. Nas estradas, você consegue observar o século XVII e XXI ao mesmo tempo”, completa Nirav.



Diante de tantas surpresas e maravilhas é impossível não desejar conhecer e vivenciar o fascínio da Índia. Em Curitiba, diversas agências oferecem pacotes para diferentes cidades desse país inusitado.


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