Você sabe o que é esteatose hepática?

  • Popularmente conhecida como gordura no fígado, a esteatose hepática tem se tornado um achado clínico cada vez mais frequente.


  • Quando não está associada ao consumo de álcool ou a doenças hepáticas específicas, é chamada de esteatose hepática não alcoólica, o que vem crescendo paralelamente aos índices de obesidade.


  • Antes tida como indolente, hoje, sabe-se que pode trazer uma série de problemas, não só para o fígado, mas para a saúde como um todo.


  • Segundo a doutora, a presença da doença indica um maior risco de desenvolver outras mais agravantes tais como pré-diabetes, diabetes, hipertensão arterial e morte por doença isquêmica cardíaca.


  • “A evolução pode ser variável, desde uma doença inofensiva até prejuízo da função hepática, cirrose e carcinoma hepatocelular”, comenta.


  • Sua fisiopatologia está intimamente ligada ao excesso de peso. A gordura que deveria estar no tecido adiposo (nos pneuzinhos) acaba ficando no fígado.


  • Isso só acontece com sobrepeso?


  • Apesar de aqueles com sobrepeso ter maior índice de ter a doença, pessoas com peso ideal para altura, porém com excesso de gordura visceral, os “falsos magros”, também estão sujeitos a desenvolvê-la.


  • “Quase 90% dos pacientes com esteatose hepática são portadores de síndrome metabólica (uma combinação de fatores como excesso de gordura visceral, alterações do colesterol e/ou da glicose sanguínea, e pressão alta), o que, assim como a obesidade e o diabetes, leva a uma chance maior de desenvolver doença hepática progressiva”.


  • Como descobrir a doença e quais os sintomas?


  • Em geral, ela não provoca sintomas, e muitas pessoas a descobrem ao realizar exames de sangue ou de imagem do abdômen, geralmente solicitados por outros motivos.


  • Um desconforto no quadrante superior direito do abdômen ou até mesmo cansaço sem explicação podem estar presentes.


  • E então? O que fazer nesses casos? Como saber se é preciso se preocupar?


  • É importante diferenciar os casos de esteatose simples daqueles com presença de inflamação e fibrose em graus variáveis.


  • Alguns parâmetros clínicos associados a exames laboratoriais, de imagem, e eventualmente à biópsia hepática, podem indicar quais são os casos que merecem atenção especial.


  • Como tratar? Ou evitar?


  • Mudanças no estilo de vida com uma alimentação equilibrada e atividades físicas regulares são a base do tratamento.


  • “Existem medicamentos em estudo, porém ainda é necessária confirmação de segurança e eficácia. Tanto a perda de 7% do peso corporal como a prática de 150 – ou preferencialmente 250 – minutos por semana de exercícios físicos moderados (aeróbicos ou de resistência) são estratégias efetivas no manejo da esteatose hepática não alcoólica”.


  • Daniele ainda salienta que algumas atitudes podem proteger o fígado de agressão adicional. Recomenda-se evitar o consumo de bebidas alcoólicas e checar a vacinação contra as hepatites virais.


  • Já o transplante hepático pode ser a única opção para pacientes com doença em estágio avançado.