Seu filho seguro

Levar a criança para outros ambientes faz com que ela vivencie novas experiências e dá aos pais a visão de ter uma ótima companhia para os passeios. Mas é importante saber que ao sair de casa a criança sofre alguns riscos que devem ser minimizados para a segurança delas e a tranquilidade dos pais.


Recentemente entrou em debate uma nova resolução relacionada ao transporte de crianças de até 10 anos de idade em automóveis.


De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) desde 2008 é obrigatório o uso de cadeirinhas, bebê-conforto, entre outros dispositivos de retenção para transportar crianças menores de 10 anos no banco de trás, com o uso do cinto de segurança. O não cumprimento é considerado como infração gravíssima, uma multa e retenção do veículo até que o infrator regularize seu veículo de acordo com o código.


Desde a criação da lei, que tinha o intuito reduzir a morte infantil em acidentes de trânsito. Este problema era considerado a terceira principal causa de morte de bebês com menos de 1ano de idade e do grupo de 5 a 14 anos. De acordo com levantamento do Ministério da saúde, este número caiu 12,5%. Os dados do seguro DPVAT, que indeniza vítimas de acidentes, apontam que em dez anos de criação do código, existe 60% que queda nos pedidos.


Outro objetivo da lei é que o ato de colocar a criança na cadeirinha seja um ato automático, assim como o adulto coloca o cinto de segurança. É importante acostumar à criança com a cadeirinha desde o nascimento para que ela também encare de forma natural, tendo seu primeiro contato com o equipamento logo no trecho maternidade-casa.


Conheça os equipamentos obrigatórios para o transporte das crianças


Bebê-conforto


São cadeirinhas adequadas para bebês recém-nascidos até cerca de 9 Kg, mais reclinadas, e que devem ser colocadas de frente para o vidro traseiro do carro. Muitas vezes esses modelos possuem uma base que fica acoplada ao cinto de segurança, o que facilita a retirada da cadeirinha.


Esse tipo de bebê-conforto tem um cinto de segurança de cinco pontos para dar mais estabilidade do neném que ainda não equilibra a cabeça. A maioria dessas cadeirinhas encaixa em carrinhos, podendo tirar o bebê do carro dormindo sem ter que incomodá-lo ou acordá-lo. Algumas marcas chamam de modo “nana neném”.


Poltronas reversíveis


São cadeirinhas projetadas para nenéns recém-nascidos até crianças de cerca de 16 Kg ou mais, dependendo do modelo. Enquanto o bebê é pequeno, esses modelos são instalados de costas para o banco da frente do carro. Essa é a posição mais segura, porque protege o pescoço do bebê em caso de impacto.


Antigamente a orientação era para que a poltrona fosse virada para frente quando o bebê completasse 1 ano e atingisse 9 Kg, mas hoje em dia fabricantes e especialistas recomendam que se mantenha a criança virada para trás pelo máximo de tempo possível (até o limite de peso de cada modelo). O mínimo é um ano de idade e 9 Kg.


Poltronas para o posicionamento do cinto do carro


São poltronas usadas para a criança ficar mais alta e dar a elas a possibilidade de usar o cinto normal do carro. A legislação brasileira diz que esse tipo de cadeira é obrigatório para crianças de até 7 anos e meio, mas o ideal é que ela seja usada até a criança ter 1,45 m de altura. A partir de então ela pode utilizar o cinto normal do banco, sem assento.


Esse tipo de elevação pode ou não ter encosto. No caso dos sem encosto, é necessário que o carro tenha proteção para a cabeça, que evita o efeito de “chicote” em caso de acidente, um grande causador de lesões na medula espinhal.