Categoria: Opinião

Sabia que existe diferença entre ONG e negócio social?

Mesmo que os dois busquem soluções para problemas sociais e ações que visam a melhoria de uma comunidade com impactos positivos, a diferença entre as duas vertentes é a questão de lucro, mesmo que ambas tenham parte no empreendedorismo social. 

Se você tem interesse pelo setor social e quer fazer a diferença por um mundo melhor, já deve ter pensado em fazer algo que contribua para um mundo mais justo, igualitário e sustentável, porém ainda não sabe ao certo como começar e quais são suas reais pretensões, veja as diferenças entre ONGs e Negócio Social.

ONGs

As ONGs oferecem serviços sem fins lucrativos para a sociedade na qual estão envolvidos. Dependem de ajuda e parcerias de colaboradores e não necessita pagar impostos como se fosse uma empresa. Mesmo sem ter como objetivo ganhar dinheiro, uma ONG consegue gerar caixa, vendendo produtos e serviços, porém os “lucros” são investidos nas ações para gerar mais impacto.

Negócio Social

O negócio social, mesmo que vise o lucro, também utiliza ferramentas para solucionar problemas socioambientais. Para isso vendem seus serviços e produtos para contribuir com a inclusão de pessoas em vulnerabilidade socioeconômica. Com estes fundos, os negócios socais são financeiramente independentes e não necessita de financiadores/colaboradores. Como tem faturamento, acaba pagando impostos também.    

Agora que você conhece as principais diferenças e provavelmente gosta de desafios, que tal começar a apoiar iniciativas socioambientais do Brasil (seja de ONGs ou Negócios Sociais)?

Se você tem ideias e precisa de um “empurrãozinho” para começar, conheça o Instituto Legado. 

Desde 2013, o Instituto já capacitou mais de 160 projetos sociais com o propósito de impactar positivamente a sociedade por meio do empreendedorismo social. Desta forma suas ideias podem junto com a de outras pessoas podem gerar bons frutos para o meio ambiente e a sociedade em geral. 

O Instituto Legado de Empreendedorismo Social é uma organização sem fins lucrativos que acredita no Empreendedorismo Social como um caminho evolucionário capaz de transformar o mundo. Acredita no Movimento Transformador Massivo e no poder exponencial da inovação. Compreende que pessoas empoderadas têm poder de mudança e que o trabalho em conjunto produz mais e melhores resultados. Para alcançar esse objetivo, atua em três frentes estratégicas: Aceleração, Educação e Fortalecimento de Rede.

Ensino integral: 7 motivos para seu filho ficar mais tempo na escola

Por: Central press

Em países que hoje são modelo em educação, como a Finlândia, Irlanda, Coreia do Sul e Chile, os estudantes passam o dia todo na escola – em média, nove horas. O Brasil caminha lentamente nessa mesma direção que visa, por meio da educação, acelerar o desenvolvimento do país. De acordo com a gestora do Colégio Positivo – Ângelo Sampaio (PR), Izabella Milléo, os benefícios do ensino integral são muito maiores que as desvantagens. Ela lista sete motivos pelos quais os pais deveriam optar por deixar o seu filho na escola o dia todo:

1 – Aumenta o rendimento nos estudos

Um estudo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) revela que mais tempo na escola pode garantir melhor aproveitamento nas disciplinas regulares: a cada hora adicional de estudo, o desempenho dos alunos no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) aumenta 2,5 pontos percentuais, em uma escala que vai de 0 a 500.“Ficando mais tempo na escola, o estudante terá uma possibilidade maior de aproveitamento de tempo, de estudar para as provas e fazer as tarefas, tudo com a orientação dos professores”, explica Izabella.

A chance de melhora no rendimento aumenta porque o estudante está o tempo todo em contato com os livros. Ao se habituar a essa rotina, facilita também o aprendizado em sala de aula, pois quando as dúvidas surgem, a escola oferece profissionais especializados para saná-las naquele momento, sem que o estudante precise esperar pelo retorno à escola no dia seguinte.

2 – Otimiza o tempo dos pais

Escola, inglês, natação, balé, futebol, piano. A rotina de crianças e adolescentes que estudam apenas meio período pode ser sufocante para pais e mães que trabalham fora o dia inteiro e acabam tendo que se desdobrar para levar os filhos em todas as atividades necessárias para o seu desenvolvimento. Com o mercado exigindo dos pais dedicação total ao expediente de trabalho, o ensino integral surgiu como alternativa para que os filhos permaneçam em ambiente seguro e aproveitem a maior parte do tempo em atividades que estimulam o desenvolvimento educacional e cultural.

3 – Supre as carências de esporte, lazer, cultura e acesso à tecnologia

A rotina do ensino integral também é feita de outras atividades. Como o aluno ficará boa parte da semana conectado à escola, ele terá uma programação nas áreas de esporte, lazer e cultura, com a vantagem de ganhar direcionamento e capacidade de desenvolver seu espírito lúdico e artístico. É bom lembrar que, na vida contemporânea, sobra pouco tempo para distrações durante a semana e o ensino integral tem condições de acrescentar esta novidade ao dia a dia do estudante.

A prática de esportes, a leitura, o teatro, são alguns exemplos da extensão que o ensino integral pode alcançar. “A escola tem que se preocupar em trazer atividades e projetos que envolvam não só a questão da sala de aula, mas de atendimento a outras necessidades de uma criança que terá de ficar nove horas dentro da escola”, ressalta Izabella.

4 – Proporciona melhor aproveitamento do tempo ocioso

Com a possibilidade de acompanhamento in loco, os pais ganham um aliado no monitoramento dos estudos e na correta administração do tempo ocioso dos filhos. “Os alunos não ficam apenas à mercê de atividades sem direcionamento, como televisão, vídeo game e conversas pelo celular. No Ensino Médio, ficar maior tempo na escola também ajuda a afastar o adolescente de riscos sociais, como envolvimento com drogas”, aponta Izabella.

5 – Está mais acessível a todos os segmentos sociais

Nos últimos anos, um movimento em busca da educação integral vem ganhando força nas redes públicas por meio de programas estaduais de estímulo à ampliação da jornada. O programa Mais Educação, do governo federal, prevê inclusive acréscimo de repasses para a implantação de uma jornada mínima de sete horas. De acordo com o Censo Escolar, em 2014 havia 4,37 milhões de matrículas no ensino fundamental em tempo integral, o que corresponde a 15,3% do total. Para atingir a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), será necessário garantir nos 10 anos de validade do plano, até 2024, mais 24,09 milhões de matrículas. Ou seja, mais 2,409 milhões de matrículas por ano.

6 – Desenvolve hábitos saudáveis

O tempo de permanência prolongado obriga ainda a um planejamento voltado para a alimentação, com um cardápio criado por profissionais da área de nutrição, responsáveis por elaborar uma dieta saudável e equilibrada. Os cuidados com a saúde envolvem também a prática de exercícios físicos e a criação de uma rotina de higiene, como lavas as mãos antes das refeições, escovar os dentes após o almoço e tomar banho depois da natação.

7 – Melhora a convivência em família

Para quem estuda em período integral, a volta para casa representa para pais e filhos novos cenários de vida familiar. Com os estudos e outras atividades concluídas durante a manhã e a tarde, ganha-se mais tempo para estimular a qualidade de convivência entre todos da família, com pais e filhos podendo planejar da melhor forma possível suas horas em comum. 

Comunicação não violenta

Por Felipe Alcure – Professor e Advogado

Você sabe se comunicar?

Em sua relações, o conteúdo transmitido é sempre recebido e bem entendido? Você tem conseguido lidar com suas emoções de forma equilibrada? Qual a atenção que você tem dado às situações de conflito que surgem no dia a dia?

Vivemos hoje um cenário muito controverso. A velocidade em que se usa a comunicação e a ampliação da rede de contatos, frutos do crescimento das redes sociais, nos colocam em contato com grupos bastante diversificados. Apesar da facilidade de estarmos mais conectados e envolvidos mais do que nunca com tantas pessoas, é muito comum observarmos que muitas dessas relações não atendem nossas mais profundas necessidades e valores. Apesar do número sem fim de relações desenvolvidas ao longo dos dias, essas relações não nos satisfazem em conexão e verdade mais profunda. Mais de 1000 amigos em uma rede social; 1000 seguidores em outra. Frases e fotos curtidas por diversos amigos ao redor do mundo. Esse perfil é bastante comum e uma realidade que parece não combinar com o fato repertório emocional e a insuficiente habilidade para lidar com tantas diferenças – sociais, literalmente. Nesse contexto, naturais diferenças surgidas nos processos comunicacionais assumem proporções gigantescas e por vezes transmitem a impressão de que é impossível conviver com tamanha distância na visões de mundo que cada humano possui dentro de si.

Dentre as inúmeras formas de se lidar com essas diferenças, apresento o “estudo e a prática” da Comunicação não violenta (CNV), que tem conquistado adeptos e entusiastas ao redor do mundo. A adoção do princípio da “não violência” representado pela junção da “interação de não ferir” (ahimsa) e do “poder da verdade” (satyagraha) no desenvolvimento da comunicação e no trato das relações sociais, foi uma teoria/prática/filosofia desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg e promove de forma consciente a construção de relações com base nas necessidades e valores das pessoas, não em noções de certo e errado e/ou julgamentos moralizantes.

Em Curitiba diversos grupos tê se reunido para o estudo sistemático da literatura existente, bem como a realização de “práticas de CNV”. Não são exigidos requisitos, apenas o interesse em se conhecer melhor e se comunicar de maneira mais autêntica e compassiva.

https://www.facebook.com/revistavivacwb/
https://twitter.com/viva_curitiba
https://www.linkedin.com/company/55058278
https://www.instagram.com/revistavivacuritiba/