Dicas para deixar sua casa renovada


Para trazer conforto e beleza ao ambiente doméstico, não é necessário comprar eletrodomésticos de última geração, nem itens de decoração megalomaníacos. Ao contrário, recomenda-se reaproveitar tudo o que for possível e aplicar técnicas simples, que exigem apenas bom senso.


“A principal dica é pensar na casa como pensamos para comprar roupas: tem que fazer sentido para quem usa. É legal se preocupar com a combinação de cores, mas o mais importante é explorar aquilo que oferece prazer e conforto e que combina com o usuário”, sugere Alexandre Marinho, coordenador do curso de Design de Interiores do Centro Tecnológico Positivo, em Curitiba (PR). De acordo com ele, gastar pouco significa pensar em tudo antes de “sair comprando”. “O ideal é ter um projeto completo, pensado em todos os detalhes, e, a partir dele, adquirir cada item aos poucos, no tempo certo”, completa.


Para economizar, é preciso – além de realizar a tradicional pesquisa de preços – investir em cada item de forma consciente, considerando-se o todo da moradia e o contexto atual. “Uma aquisição feita por impulso pode, a curto ou a longo prazo, mostrar-se um gasto desnecessário. A compra talvez não faça mais sentido depois de um tempo”, comenta Marinho. Mas comprar não é a única solução para dedicar novos ares à casa. Há uma alternativa mais simples, prática e econômica: o reaproveitamento dos espaços e dos móveis e outros objetos.


Para Marinho, a organização dos ambientes depende sempre de quem vive ali, de quem participa rotineiramente daquela paisagem. “Não adianta deixar o local lindo para a fotografia se no dia a dia ele não funciona”, completa. Nessa perspectiva, o importante é lembrar que cada cômodo tem a sua função dentro da casa e uma tarefa a ser cumprida. É dessa harmonia que brota a sensação de organização. Mas a disposição adequada dos objetos varia conforme o lar e o próprio usuário: “Tem gente que gosta de guardar calças em cabides, assim como tem aqueles que as preferem dobradas na prateleira”.


Para o professor, o ambiente mais complexo para ser desenhado em termos de organização e conforto é a cozinha. “Há muitos detalhes, muita diferença de temperatura, luzes com funções diversas e muita coisa para guardar. Sem contar as várias dinâmicas que a cozinha comporta ao longo de um só dia: café da manhã, almoço, janta...”, avalia. A reorganização da casa pode ser realizada com a ajuda profissional de um designer de Interiores, que dispõe do conhecimento necessário para tornar a vida doméstica mais agradável e funcional.


Como em qualquer outra área de atuação, no Design de Interiores existem princípios sustentáveis para a atividade profissional. “A preocupação com o meio ambiente é fundamental. Para isso, o designer deve manter-se atualizado quanto às tecnologias e ao uso de novos materiais e de acessórios que possibilitam economia de água e energia”, exemplifica Marinho. Da mesma forma, a reutilização de móveis e objetos, atribuindo-se nova função a cada um deles – antes mesmo de considerar a reciclagem –, é outra responsabilidade do profissional.


“É preciso sempre considerar o uso mais duradouro de tudo”. Se a situação exigir a compra de um novo produto, o consumidor deve atentar-se às propriedades ecológicas dele, priorizando materiais sustentáveis em detrimento daqueles que são descartáveis ou que agridam o ecossistema. “O mais barato é aquele que proporciona satisfação e que desempenhe papel significativo no lar e cuja durabilidade é maior”, finaliza.